O uso excessivo de antibióticos representa um caminho perigoso para a prevenção de ISTs, afirma a AHF.

In Advocacia Global, Destaques globais, Notícias Por Brian Shepherd

A AIDS Healthcare Foundation (AHF) saúda a decisão da União Europeia de reduzir a resistência antimicrobiana (RAM) em 20% no bloco até 2030. Como parte desse esforço, a estratégia deve desencorajar o uso generalizado da profilaxia pré e pós-exposição como principal método de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST), priorizando a promoção do uso consistente de preservativos.

“Países ricos estão flertando com outro desastre de saúde pública ao abandonarem o uso de preservativos e transferirem a prevenção de ISTs para intervenções biomédicas. A dependência excessiva de antibióticos está incubando cepas resistentes a tratamentos de gonorreia, clamídia e sífilis em um ritmo alarmante. Se os medicamentos convencionais começarem a falhar em nível populacional, essas bactérias, antes comuns e tratáveis, podem se transformar em doenças mortais”, disse o presidente da AHF, Michael Weinstein. “Os preservativos devem fazer parte da solução para combater a resistência antimicrobiana, porque a exposição bacteriana repetida inevitavelmente leva à resistência a medicamentos, e somente a proteção de barreira pode ajudar a garantir que os antibióticos permaneçam uma ferramenta de tratamento viável a longo prazo.”

Governos deveriam isentar de impostos os preservativos doados por organizações sem fins lucrativos.
AHF defende a preservação da casa de Morris Kight.