
Uma investigação do Washington Post revelou um ambicioso esforço da China para expandir significativamente seu setor de biotecnologia, com pesquisas por vezes controversas, a fim de acompanhar (ou ultrapassar) os EUA e outras potências ocidentais, sem, no entanto, garantir que medidas de segurança adequadas acompanhem esse ritmo. A AIDS Healthcare Foundation (AHF) insta a China, ou qualquer nação que realize pesquisas com patógenos perigosos e altamente infecciosos, a garantir a implementação de medidas de segurança e supervisão rigorosas desde o início.
“A notícia de que a China está expandindo drasticamente seu setor de biotecnologia, incluindo a engenharia genética, sem antes garantir medidas de segurança adequadas, é mais do que preocupante – é irresponsável e coloca em risco a população mundial”, disse a Dra. Adele Schwartz Benzaken, Diretora Médica Global Sênior da AHF. “Imploramos que a China faça a coisa certa, garantindo que uma parcela adequada dos bilhões de dólares investidos em laboratórios, pesquisas e medicamentos experimentais seja destinada à segurança necessária para reforçar as defesas contra acidentes graves em laboratório – como o vazamento da bactéria causadora da brucelose em 2019 em Lanzhou e, potencialmente, o SARS-CoV-2 em Wuhan no mesmo ano, o que ainda está por ser confirmado. O mundo não pode se dar ao luxo de enfrentar outra pandemia.”











