Trabalhadoras sexuais e seus aliados na Tailândia estão lutando para mudar as leis que lhes garantam direitos iguais, após o governo ter negado assistência durante a pandemia de COVID-19 devido à falta de reconhecimento legal.
O grupo Service Workers In Group (SWING), com o apoio da AHF Tailândia, aproveitou o primeiro Dia Internacional para Acabar com a Violência contra as Trabalhadoras do Sexo para exibir o documentário “Balanço Gigante,que destacou as desigualdades durante a pandemia. Uma sessão de painel posterior ofereceu aos especialistas a oportunidade de traçar um plano de mudança legislativa que garantisse às trabalhadoras do sexo as mesmas proteções legais e culturais que os demais cidadãos.
“Não queremos que as trabalhadoras do sexo tenham privilégios sobre os outros – queremos que elas tenham acesso ao que lhes é devido como seres humanos. Enxergar umas às outras como iguais na vida é o primeiro passo para alcançar a justiça”, disse. Kritsiam Arayawongchai, Diretora do Programa Nacional da AHF Tailândia. “A falta de proteção legal reflete o problema mais profundo da criminalização do trabalho sexual, o que limita o acesso a cuidados básicos de saúde e outros serviços essenciais.”
A criminalização do trabalho sexual também reduz a oportunidade de uma pessoa conhecer seu status de HIV e diminui a probabilidade de supressão viral por meio da adesão ao tratamento. Os ativistas encerraram a comemoração com um compromisso de buscar a igualdade para as trabalhadoras do sexo, incluindo a elaboração de uma regulamentação a ser submetida aos legisladores ainda este ano.












