A AIDS Healthcare Foundation (AHF) manifestou hoje seu apoio aos líderes, especialistas e defensores africanos que sofreram humilhação e discriminação ao tentarem viajar para países ricos em suas funções oficiais.
O Dr. Ahmed Ogwell Ouma, cidadão queniano e diretor interino dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, decidiu retornar ao Quênia após ter sido maltratado pelas autoridades de imigração alemãs ao chegar em Berlim, segundo o Africa Times . O Dr. Ogwell havia sido convidado para participar da Cúpula Mundial da Saúde na Alemanha.
“Os países do Norte Global afirmam se preocupar com a inclusão, mas continuam realizando encontros como a Cúpula Mundial da Saúde no Ocidente. Impedem que renomados especialistas e cientistas da área da saúde exerçam suas funções, negando-lhes acesso a fóruns globais. Disso, só se pode concluir que as promessas de solidariedade são proferidas apenas para manter as aparências”, afirmou a Dra. Penninah Iutung , chefe do escritório da AHF na África . “Se os países ricos estão realmente comprometidos em reverter os erros do colonialismo, suas ações devem acompanhar suas palavras; caso contrário, todas as futuras reuniões globais de saúde pública deveriam ser realizadas no Sul Global.”
A diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima, enfrentou problemas semelhantes em Genebra durante uma viagem a Montreal, no Canadá, para participar da Conferência Internacional de AIDS (IAC) no início deste ano. O Canadá negou a entrada a vários especialistas médicos e defensores da AHF, mesmo depois de a IAC tê-los convidado e ter aceitado seus resumos por sua contribuição científica.












