Uma amostra de uma nova variante recombinante do vírus SARS-CoV-2, chamada Ômicron XE, foi identificada pela primeira vez na região de Miami-Dade por um parceiro do Fundo de Sequenciamento Genômico do SARS-CoV-2 da AHF. Essa amostra se junta à lista de outros 10 relatos de XE na Flórida que foram publicados na plataforma GISAID, um banco de dados online global usado por cientistas que realizam o sequenciamento genômico do SARS-CoV-2 em todo o mundo para relatar a dinâmica do vírus.
“Esta é a primeira identificação da variante XE na área de Miami-Dade que temos conhecimento e destaca a contínua evolução do SARS-CoV-2 em uma população majoritariamente vacinada — juntamente com a necessidade de uma vigilância molecular ampliada do SARS-CoV-2”, disse Dr. Mario Stevenson, Diretor do Instituto de AIDS e Doenças Infecciosas Emergentes da Escola de Medicina Leonard M. Miller da Universidade de Miami. “Precisamos saber com o que estamos lidando para podermos implementar uma resposta eficaz de saúde pública a novas variantes que possam apresentar maior patogenicidade ou menor suscetibilidade às vacinas contra o SARS-CoV-2.”
O Fundo de Sequenciamento Genômico do SARS-CoV-2, lançado em 2021 pelo Instituto de Saúde Pública Global da AHF na Universidade de Miami, continua a apoiar a expansão das capacidades de sequenciamento genômico existentes e sua implementação em locais que não dispõem dessas ferramentas. O projeto enfatiza o sequenciamento genômico como uma ferramenta essencial para conter e mitigar os efeitos da atual pandemia de COVID-19 e de quaisquer pandemias futuras.
Embora a variante Ômicron XE tenha sido recentemente identificada na área de Miami-Dade, ela não é nova – antes da semana passada, já havia sido relatada em 28 países por diferentes institutos de pesquisa em todo o mundo que enviam dados para a plataforma GISAID.
“A AHF está atualmente apoiando 15 projetos de sequenciamento genômico em 14 países e tem uma parceria com a GISAID para continuar monitorando variantes do SARS-CoV-2. Também fomos recentemente contatados para apoiar o sequenciamento genômico do vírus da varíola dos macacos”, acrescentou. Dr. Jorge Saavedra“Vamos analisar as propostas, porque, como os cientistas já sabem, os vírus têm a capacidade de sofrer mutações e se tornarem mais ou menos perigosos. Mas, para sabermos disso, é necessário um monitoramento genômico adequado em Miami-Dade, na Flórida, e em todo o mundo”, afirmou o Diretor Executivo do Instituto de Saúde Pública Global da AHF na Universidade de Miami.












