Entre os muitos erros cometidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na resposta global à COVID-19, nenhum foi tão prejudicial quanto a falta de senso de urgência demonstrada por seu Diretor-Geral ao atrasar a declaração de pandemia nos primeiros dias do surto, afirma a AIDS Healthcare Foundation (AHF). Com o processo de indicação de nomes para o cargo de novo diretor-geral da OMS se aproximando do fim, a AHF insta os Estados-Membros das Nações Unidas a indicarem prontamente candidatos qualificados e a nomearem um novo Diretor-Geral da OMS ao término do processo eleitoral, em maio de 2022.
Os primeiros casos do novo coronavírus foram relatados no final de 2019 e, até o final de janeiro de 2020, mais de 8,100 pessoas em diversos países haviam sido infectadas. No final de fevereiro de 2020, o vírus já havia se espalhado para mais de 50 países, mas a OMS, liderada pelo Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, esperou até 11 de março de 2020 para declarar o surto uma pandemia.
“Tempo de resposta precioso perdido e inúmeras mortes evitáveis – esses foram alguns dos custos devastadores de esperar tanto tempo para declarar a COVID-19 uma pandemia”, disse o presidente da AHF, Michael Weinstein . “O mundo precisava da orientação da OMS para superar esse desastre, mas faltou liderança de alto nível desde o início da crise. O mundo merece o líder mais capaz à frente da OMS. Os Estados-membros da ONU devem indicar e nomear um novo Diretor-Geral.”
Além dos atrasos nas declarações sobre a COVID-19 , a OMS, sob a direção do Dr. Tedros, também atrasou a declaração do surto de Ebola de 2018-2019 na República Democrática do Congo como uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (ESPII). Quando a ESPII foi finalmente declarada, o Ebola já havia se espalhado por uma cidade populosa e por vários países africanos, e mais de 1,600 pessoas haviam morrido.
“Infelizmente, vimos muitos casos durante emergências de saúde em que o Dr. Tedros não agiu de acordo com sua missão de liderar a OMS, que deveria ser a principal instituição global de saúde pública para preparação e resposta a doenças infecciosas”, acrescentou Weinstein . “A OMS não tem a autoridade e a credibilidade necessárias para responder eficazmente a surtos, o que ficou evidente pela falta de adesão dos países às recomendações e orientações da OMS. Houve muita confusão em relação a tudo, desde restrições de viagens até o uso de máscaras. Tudo isso recai diretamente sobre os ombros do Dr. Tedros. A OMS precisa de um novo líder com verdadeiro senso de urgência e que não hesite em agir rapidamente quando necessário.”
Os Estados-Membros da ONU têm até meados de setembro de 2021 para apresentar candidatos ao cargo de Diretor-Geral. Caso haja mais de um candidato, um fórum será convocado em março de 2022, antes da votação final pelos Estados-Membros na 75ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio.












