A AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização mundial de combate à AIDS, aplaude o recente anúncio do governo Biden de que os EUA voltarão a integrar a Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como aderirão ao COVAX, um mecanismo global de coordenação que busca garantir o acesso equitativo às vacinas contra a COVID-19 em todo o mundo em desenvolvimento.
“Embora a Organização Mundial da Saúde tenha cometido erros graves durante esta e outras emergências globais de saúde pública, a AHF aplaude o governo Biden por restabelecer o diálogo entre os Estados Unidos e a comunidade internacional sobre importantes questões de saúde”, disse Terri Ford, Chefe de Advocacia e Políticas Globais da AHF. “Agora, o trabalho difícil, porém necessário, deve começar para construir uma estrutura de saúde pública reimaginada, transparente, responsável e responsiva – e que tenha recursos e autoridade suficientes para aplicar e aprimorar os regulamentos sanitários internacionais de que o mundo precisa para prevenir e responder a emergências de saúde pública.”
O anúncio do secretário de Estado designado, Tony Blinken, de que o presidente Biden incluiria os EUA na COVAX também é uma notícia bem-vinda, visto que há uma crescente preocupação de que grande parte do mundo em desenvolvimento não tenha acesso a quantidades suficientes de vacinas contra a COVID-19 até 2023. A COVAX precisa urgentemente consolidar o apoio e a confiança dos países ricos, que em grande parte têm ignorado a iniciativa, preferindo fechar acordos bilaterais separados com os principais fabricantes de vacinas.
“A COVAX desempenhará um papel importante para levar as vacinas a quem mais precisa, e a participação dos EUA será uma valiosa contribuição para esse esforço”, acrescentou Ford. “Mas, como dissemos recentemente, a vacina não será uma solução milagrosa para a COVID-19 — o mundo precisará continuar a aderir às medidas de controle e prevenção de infecções, como distanciamento social, uso de máscaras e lavagem das mãos, por enquanto, ao mesmo tempo que fortalece a cooperação, a coordenação e a transparência em torno da resposta à pandemia. A reintegração à OMS e a adesão à COVAX são passos na direção certa.”












