Em espanhol
Cidade do México, México (11 de fevereiro de 2016) (Fundação de Saúde SIDAA AHF México, em colaboração com outras associações da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV e profissionais de saúde leigos, está solicitando ao Papa Francisco, durante sua visita ao México, que apoie publicamente as ações de prevenção do HIV e concentre a atenção nas pessoas vivendo com HIV/AIDS em todo o mundo. O Papa visitará o México de 12 a 18 de fevereiro.th.
“Ainda existe uma alarmante falta de conscientização, informação e priorização do HIV/AIDS entre líderes e tomadores de decisão quando as políticas públicas para a saúde social e pública são definidas no México”, disse Armando Mayen, Coordenador Nacional de Prevenção e Testes Rápidos de HIV de AHF México.
Ele acrescentou que a sociedade civil “precisa se manifestar para lembrá-los de que a prevenção e o tratamento do HIV não são uma despesa extraordinária, mas um investimento a médio e longo prazo para o bem-estar do país”. Há evidências científicas sobre o controle da epidemia de AIDS e a redução da transmissão do HIV, mas isso não continuará acontecendo a menos que haja uma resposta coordenada e vontade política por parte dos governos, empresas e sociedade organizada.
Por fim, Mayan afirmou que a petição ao Papa Francisco para que reconheça e se pronuncie a favor desse problema se deve ao reconhecimento de sua liderança e à crença de que o Papa Francisco pode influenciar os tomadores de decisão no México e em outras partes do mundo em favor das pessoas mais desfavorecidas e vulneráveis.
De acordo com dados do CENSIDA 2012 No México, cerca de 48% das pessoas com HIV não tiveram acesso ao teste e, portanto, desconhecem seu próprio status sorológico. Sabemos que 6 em cada 10 mexicanos não usam preservativo durante o sexo (principal meio de transmissão do HIV no país), com uma taxa de 96% entre todos os novos casos.
Após descobrirem que são HIV positivos, apenas 44% das pessoas permanecem em acompanhamento médico e somente 26% conseguem manter o tratamento antirretroviral com sucesso e apresentar supressão viral. A razão mais frequente para a falta de acesso a cuidados médicos e tratamento é a crise socioeconômica, incluindo a escassez de medicamentos antirretrovirais. Essas lacunas podem ser reduzidas priorizando-se a prevenção e o cuidado do HIV para as pessoas afetadas.
[1] Magis-Rodriguez C., et al. Salud Pública do México/ vol.55, no.4, julho-agosto de 2013










