AHF elogia a OMS pela rápida declaração sobre o Zika e exige uma resposta global mais urgente do que a dada à crise do Ebola.

Em Defesa de Direitos , Argentina , Chile , República Dominicana , Global , Grécia , Guatemala , Libéria , Notícias , Peru , Portugal , Serra Leoa , Tailândia por AHF

A AHF, que perdeu dois médicos especialistas em HIV/AIDS para o Ebola na África em 2014, elogiou a Organização Mundial da Saúde por declarar rapidamente uma " Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional" em relação ao vírus Zika e pediu uma resposta global muito mais agressiva do que a dada à resposta ao Ebola.

A resposta da OMS ao Ebola foi universalmente considerada lamentavelmente inadequada.

WASHINGTON (2 de fevereiro de 2016) – A AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização global de combate à AIDS, que oferece cuidados, tratamento e testes de HIV para mais de 588,000 pessoas em 35 países, elogiou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) por declarar rapidamente uma "Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional " relacionada ao vírus Zika. A OMS anunciou oficialmente a declaração na segunda-feira, em função da preocupação com o aumento exponencial de infecções pelo vírus Zika, principalmente nas Américas, e, em particular, com a possível associação do Zika com surtos de microcefalia e distúrbios neurológicos, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005).

A AHF, que perdeu dois de seus médicos especialistas em HIV/AIDS para o Ebola na África em 2014 (em Serra Leoa e Libéria ), também instou a OMS e outras organizações globais de saúde a adotarem uma resposta muito mais agressiva e coordenada do que a adotada em relação ao Ebola, que devastou a África a partir de 2014. A resposta da OMS ao surto de Ebola na África foi universalmente considerada lamentavelmente inadequada.

A epidemia de Zika está crescendo rapidamente e as pessoas que correm maior risco, devido às consequências para os recém-nascidos, são as mulheres grávidas.

O Dr. Jorge Saavedra , especialista mexicano em Saúde Pública e atual Embaixador Global de Saúde Pública da AIDS Healthcare Foundation, expressou sua satisfação e apreço à Organização Pan-Americana da Saúde e à OMS pela declaração oportuna de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, ao contrário do que ocorreu com a declaração tardia de emergência no caso da epidemia de Ebola. Contudo, Saavedra acredita que o mundo poderia estar mais bem preparado para responder prontamente a tais situações se as Nações Unidas e a OMS lessem atentamente e implementassem as dez (10) recomendações emitidas pelo Painel Independente sobre a Resposta Global ao Ebola , publicadas no Lancet em 23 de novembro de 2015.

No caso da América Latina, o Dr. Saavedra questiona: “Como esses países poderiam controlar o mosquito Aedes aegypti, se já passaram vários anos tentando, sem sucesso, controlá-lo em casos de dengue e chikungunya? Como podem controlar as infecções por Zika se o mosquito é exatamente o mesmo? A resposta ao Zika precisa vir de uma perspectiva de cooperação técnica internacional e ajuda financeira para controlar efetivamente a disseminação desse vírus potencialmente devastador.”

Por fim, Michael Weinstein , presidente da AHF, apelou aos governos de todos os países afetados pelo Zika para que sejam abertos e transparentes na divulgação de novos casos, não restrinjam o fluxo de informações devido a considerações políticas ou econômicas e convidem e envolvam organizações da sociedade civil para colaborar no combate a essa epidemia.

Atualmente, 27 países e territórios das Américas relataram casos de transmissão local do Zika, incluindo dois territórios dos EUA: Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas. De acordo com o CDC, algumas infecções importadas do Zika foram relatadas nos EUA continentais. Além dos EUA, a AHF mantém operações e clínicas de tratamento gratuito para HIV/AIDS em seis países afetados pelo Zika: Brasil, República Dominicana, Guatemala, Haiti, México e Paraguai.

Os países da América Latina que ainda não foram afetados são: Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Belize e Cuba. É muito provável que Belize e Peru sejam afetados em breve.

Além disso, em 25 de janeiro , o New York Times noticiou dois casos de Zika que podem ter sido transmitidos sexualmente.

 

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