Para que os países da América Latina cumpram o compromisso de erradicar a AIDS em um futuro próximo, recursos de todos os tipos são urgentemente necessários. Esse foi o tema predominante entre os 150 representantes de 30 países durante o 2º Fórum Latino-Americano sobre a Contínua Assistência ao HIV/AIDS, realizado no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de agosto de 2015.
O fórum foi um espaço vibrante onde 90 organizações — incluindo governos, agências internacionais e sociedade civil — debateram a prevenção combinada e seus componentes. A meta ambiciosa exige mais preservativos, educação e testes, mas menos estigma e discriminação.
“O estigma e a discriminação são a terceira epidemia em torno do HIV”, disse a Dra. Patricia Campos, chefe do escritório da América Latina da AIDS Healthcare Foundation (AHF), durante a sessão de abertura.
“Não temos mais tempo a perder com ações ineficazes”, acrescentou. “Temos o desafio de continuar com a promoção do uso de preservativos, da educação sexual e da prevenção e tratamento das ISTs.”
Participantes de governos e redes da sociedade civil de pessoas vivendo com HIV e profissionais do sexo concordaram que o uso de preservativos e a educação sexual, juntamente com a política de não discriminação, ajudam não apenas a prevenir o HIV, mas também outros problemas de saúde e gravidezes indesejadas, um problema crescente na região.
As diretrizes da OMS recentemente aprovadas sobre testes também fizeram parte da agenda. Elas reconhecem que testes rápidos realizados por profissionais leigos e autotestes são essenciais para aumentar o número de pessoas que conhecem seu status sorológico.
As equipes regionais da AHF participaram ativamente do fórum. A AHF copatrocinou este segundo encontro, uma continuação do Primeiro Fórum (Cidade do México, maio de 2014). Um grande número de participantes do Fórum manifestou apoio à nova campanha liderada pela AHF, que solicita ao Banco Mundial que reavalie a forma como classifica os países por nível de renda. Muitos países da América Latina são classificados como de renda média e são afetados negativamente por essa questão.











