A AIDS Healthcare Foundation junta sua voz aos apelos por uma reforma no sistema de saúde no Estado Livre.
DURBAN, ÁFRICA DO SUL (5 de março de 2015) Fundação de Cuidados de Saúde para a AIDS A AHF (African Healthcare Foundation) desenvolve programas clínicos na África do Sul desde 2002. Trabalhamos em parceria com o governo há quase uma década e sabemos em primeira mão como a boa governança e o diálogo construtivo podem salvar vidas. A AHF acredita que é responsabilidade de todos os cidadãos trabalhar com o governo para construir uma vida melhor para todos. Quando o governo não cumpre sua promessa de fornecer assistência médica de qualidade à população, os cidadãos responsáveis não se calam; agem na melhor tradição da luta democrática e trabalham para concretizar a promessa da nossa democracia, exigindo acesso a cuidados de saúde de qualidade para todos.
Como defensores e provedores de tratamento de longa data, acreditamos que as ONGs desempenham um papel crucial em ajudar as pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA) e aquelas em risco de infecção a acessar o tratamento antirretroviral e os serviços de prevenção.
Recentemente, algumas organizações pediram que a África do Sul... Campanha de Ação de Tratamento (TAC) será descredenciada após ter manifestado publicamente preocupações sobre a má gestão e a falta de responsabilização dentro do sistema público de saúde na província do Estado Livre.
O ataque à TAC parece ser uma tentativa politicamente motivada de silenciar o denunciantes que trouxeram à tona as barreiras de acesso ao tratamento da AIDS na província.
Consequentemente, somos da opinião de que os apelos para o cancelamento do registro da TAC são equivocados e contraproducentes. A TAC tem um histórico de luta pelo acesso ao tratamento da AIDS que abrange quase duas décadas. As campanhas da TAC ajudaram a criar um programa universal de tratamento da AIDS fornecido pelo governo no país, que desde então se tornou o maior do mundo.
A atual crise no sistema de saúde do Estado Livre, conforme destacado pela TAC, oferece uma oportunidade para melhorá-lo, de modo que possa servir melhor a população do Estado Livre. Punir a sociedade civil por buscar garantir um melhor acesso à saúde para os sul-africanos é contrário aos princípios da democracia que fundamentam nossa Constituição. Exortamos as organizações que pedem o cancelamento do registro da TAC a retirarem suas reivindicações, em prol da boa governança e do acesso à saúde para todos os sul-africanos.
Além disso, apelamos ao Ministro da Saúde para que investigue as alegações feitas pela TAC e pelos denunciantes. Solicitamos que o Ministro assegure que a população do Estado Livre tenha acesso ao tratamento.











