Com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento antirretroviral na América Latina e no Caribe, dezenas de grupos globais, nacionais e regionais de combate à AIDS se reuniram na Cidade do México para o primeiro Fórum Latino-Americano e Caribenho sobre a Contínua do Cuidado – UNAIDS, OPAS/OMS, IAPAC, CDC e PEPFAR uniram-se à AHF na organização deste fórum de saúde inovador.
Representantes de 26 países reuniram-se na Cidade do México, de 26 a 28 de maio, para discutir a ampliação do acesso ao tratamento antirretroviral (TARV), que salva vidas, para pessoas vivendo com HIV/AIDS na América Latina e no Caribe.
O fórum de dois dias contou com a presença de 141 participantes, incluindo chefes de programas nacionais de AIDS, clínicos de referência em HIV da região da América Latina/Caribe e um grande número de representantes da sociedade civil, incluindo 13 redes regionais de organizações não governamentais (ONGs).
“As organizações não governamentais e os grupos comunitários precisam estar ativamente envolvidos em cada etapa da cascata de cuidados do HIV e não devem se limitar apenas a sediar atividades paralelas ou a trabalhar exclusivamente na prestação de serviços de pequena escala”, disse. Dr. Jorge Saavedra, Embaixador Global da AHF e Ex-diretor do Centro Nacional de AIDS do México (CENSIDA), durante a cerimônia de abertura do evento, que foi organizada pela Secretaria de Saúde do México, Dra. Mercedes Juan“Esses grupos também devem estar envolvidos no fornecimento e na ampliação dos serviços de testagem e tratamento do HIV, e os governos regionais precisam reconhecer que, se quiserem alcançar metas ambiciosas, precisarão trabalhar com essas organizações para expandir os serviços.”
O painel do fórum contou com diversos especialistas na epidemia de HIV/AIDS na região, incluindo Dra. Patricia CamposO chefe do escritório da AHF na América Latina apresentou o modelo de testes da organização sem fins lucrativos, que obteve sucesso por meio de implementação global, e o chefe do escritório da AHF na região Sul. Michael Kahane, que ofereceu diferentes maneiras eficazes de implementar serviços de forma a promover a vinculação e a retenção de clientes, algo que ele testemunhou por meio da supervisão da prestação de cuidados no sul dos EUA e no Caribe.
Júlio Montaner, um especialista argentino em HIV de renome internacional, apresentou todas as evidências científicas iniciais de como o tratamento antirretroviral para pessoas HIV+ tem efeitos positivos que beneficiam não apenas o indivíduo, mas também a saúde pública de toda a sociedade por meio de seus efeitos preventivos secundários. Representantes da Governo brasileiro Também destacaram que o país está caminhando em direção a estratégias de "testar e tratar", independentemente da contagem de células CD4, e mencionaram estar convencidos de que essa é a direção correta para o resto da região.
O encontro, que contou com grande participação, resultou no desenvolvimento de uma nova e ambiciosa estratégia de combate à AIDS para a região fortemente afetada, que prevê a união de governos nacionais com grupos globais, regionais e locais de combate à AIDS para alcançar a meta “90/90/90” até o ano de 2020. Especificamente, os objetivos da estratégia são:
· 90% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu status sorológico.Os grupos buscarão atingir esse objetivo por meio de uma expansão significativa dos serviços de testagem de HIV, incluindo o fornecimento de apoio governamental para que ONGs abram serviços de testagem em ambientes comunitários.
· 90% das pessoas que precisam de tratamento estarão em TARV (Terapia Antirretroviral).Todos os países representados nos fóruns concordaram em adaptar suas diretrizes nacionais para incorporar as diretrizes recentemente revisadas da Organização Mundial da Saúde, que preconizam a implementação mais precoce da terapia antirretroviral (TARV).
· 90% das pessoas em TARV alcançarão a supressão viral.Para levar as pessoas que vivem com HIV ao ponto de supressão viral – o que significa que elas têm uma probabilidade muito reduzida de transmitir o vírus – os grupos concordaram em trabalhar para melhorar o apoio à adesão dos pacientes à medicação, simplificar os serviços de atendimento ao HIV, corrigir os sistemas de aquisição e eliminar os problemas de falta de medicamentos.
Ao final da conferência, representantes da Organização Mundial da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde e do governo mexicano convidaram os participantes a se reunirem novamente no próximo ano para um segundo fórum em outro país, a fim de dar seguimento às intenções estabelecidas nesta semana e monitorar sua implementação.
A AIDS Healthcare Foundation uniu-se a importantes organizações de saúde regionais e globais – incluindo a OPAS/OMS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a AIDS (UNAIDS), a Associação Internacional de Prestadores de Cuidados para a AIDS, a Parceria Pan-Caribenha para a AIDS e o Grupo de Programas Nacionais de AIDS da América Latina – e aos governos do Brasil e do México para formar uma coalizão de parceria com o objetivo de organizar o evento.
O evento também contou com o apoio dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR) e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).











