WASHINGTON (2 de novembro de 2012) — Gabriel Jaramillo, Gerente Geral de Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária (GFATM), indicou que está acolhendo as mudanças defendidas por ativistas da luta contra a AIDS em relação à direção de elementos específicos dos programas de AIDS do Fundo em diversos países. Em setembro, grupos que atuam por meio da Delegação de ONGs para Países em Desenvolvimento do Fundo apresentaram formalmente questões, preocupações, perguntas e comentários sobre as operações do Fundo, após o relatório de Jaramillo, também de setembro, ao Conselho do Fundo. Em uma carta de cinco páginas, datada de 29 de outubro e endereçada a Dr. Cheick Tidiane TallJaramillo, coordenador da AfriCASO, uma rede africana de organizações de serviços de apoio a pessoas com AIDS sediada no Senegal, respondeu a dez perguntas ou comentários específicos, incluindo questões sobre a reprogramação de fundos, problemas de transparência na Nigéria e falta de medicamentos na Guatemala.
Em uma resposta sobre uma questão de transparência, levantada em parte por defensores da luta contra a AIDS após questionamentos sobre o uso indevido de verbas na Nigéria e uma falta geral de transparência na gestão desses fundos naquele país, Jaramillo escreveu:Além da Nigéria, as melhorias sistêmicas que estão sendo desenvolvidas por meio do projeto Better Grants criarão vínculos mais claros entre financiamento, atividades e resultados em cada Área de Prestação de Serviços, a fim de garantir maior transparência no uso de recursos em todas as subvenções."
“De modo geral, essas respostas de Gabriel Jaramillo às nossas preocupações e às de outros defensores são ponderadas e indicam a muitos de nós que tanto ele quanto o Fundo estão mais dispostos a adotar as mudanças que os defensores da luta contra a AIDS no terreno e em cada país estão propondo”, disse Dr. Jorge Saavedra“Existem 34 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS no mundo hoje, mas menos de 7 milhões têm acesso ao tratamento antirretroviral que salva vidas. Isso significa que estamos cobrindo apenas 19% da população com medicamentos antirretrovirais essenciais. É imprescindível que utilizemos todos os recursos disponíveis, como as doações e os programas do Fundo Global, da maneira mais eficiente possível para salvar o máximo de vidas possível”, afirmou o ex-chefe do Programa Nacional de Combate à AIDS do México (CENSIDA) e atual Embaixador Global da AHF.
“Mais de 150 países em desenvolvimento receberam ajuda do Fundo Global para combater essa epidemia”, disse. Michael Weinstein, Presidente da AIDS Healthcare Foundation. “Manter o Fundo em funcionamento em sua missão de salvar vidas, especialmente durante estes tempos turbulentos para o Fundo e para a economia mundial, é crucial. Ficamos encorajados com as respostas de Jaramillo às questões levantadas e otimistas de que uma reforma real possa ser implementada.”
O Fundo Global é uma organização internacional criada para fornecer financiamento a países mais pobres que não possuem capacidade financeira ou política para combater doenças como a AIDS e a malária. O Fundo, com um patrimônio de US$ 21.7 bilhões, depende de doações de muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão e Espanha, para financiar esses serviços. Os Estados Unidos são, de longe, o maior contribuinte do Fundo.











