Por: Anna Gorman, Los Angeles Times
15 de agosto de 2012
Os casos de sífilis na Califórnia aumentaram 18% de 2010 para 2011, de acordo com novos dados divulgados pelo Departamento de Saúde Pública do estado.
Os dados também mostram um aumento de 5% nos casos de clamídia e de 1.5% nos casos de gonorreia.
Autoridades de saúde pública disseram estar preocupadas com o aumento das três doenças sexualmente transmissíveis, pois elas podem levar a problemas de saúde ainda mais graves, como infertilidade e maior risco de infecção pelo HIV.
“Quanto mais tempo as pessoas conviverem com essas infecções sem tratamento, maior a probabilidade de desenvolverem complicações que acarretarão custos tanto para a saúde quanto para as finanças”, afirmou Heidi Bauer, chefe do Departamento de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis da agência estadual de saúde pública.
A clamídia afetou o maior número de pessoas em todo o estado, com cerca de 164,000 casos relatados em 2011. Houve 27,000 casos de gonorreia e cerca de 2,500 casos de sífilis.
Autoridades estaduais de saúde pública estão tentando direcionar esforços para populações específicas, visando reduzir a transmissão das doenças. A sífilis é mais prevalente entre homens que fazem sexo com homens, e a gonorreia afeta mulheres negras jovens em taxas muito mais elevadas do que mulheres brancas jovens.
O estado não consegue apontar uma razão específica para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis, mas Bauer afirmou que os indivíduos podem estar se envolvendo em comportamentos de maior risco e se tornando mais negligentes em relação à prática de sexo seguro. Além disso, como as infecções são assintomáticas, as pessoas frequentemente desconhecem que foram infectadas e, sem saber, transmitem a doença para outras pessoas.
O estado também está preocupado com a diminuição do financiamento para programas locais que oferecem testes e serviços clínicos para doenças sexualmente transmissíveis. Muitos programas foram eliminados ou tiveram seus orçamentos reduzidos, resultando em menos educação em saúde, acompanhamento e testes, disse Bauer.
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