Metro Weekly
Por Justin Snow
Julho 9, 2012 5: 05 PM
A menos de duas semanas do início da XIX Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2012) em Washington, uma das principais organizações participantes expressa consternação com a ausência do presidente Obama, que não confirmou sua presença em um evento que será realizado a apenas um quilômetro e meio da Casa Branca.
Em uma coletiva de imprensa realizada esta manhã, membros da AIDS Healthcare Foundation (AHF) afirmaram que a inação de Obama foi mais um exemplo de uma administração que não colocou o combate à AIDS entre suas principais prioridades.
“O fato de o presidente não ter se comprometido a comparecer nesta altura do campeonato diz muito sobre o comprometimento desta administração com a epidemia da AIDS”, disse Tom Myers, chefe de relações públicas e conselheiro geral da AHF, acrescentando que o comprometimento de Obama tem sido “no mínimo, morno”.
Os organizadores alertam que, caso Obama não compareça, isso poderá enviar uma mensagem negativa aos milhares de cientistas e pesquisadores renomados esperados para participar da AIDS 2012, a respeito do compromisso americano com a luta global contra a AIDS.
A conferência está sendo realizada nos Estados Unidos pela primeira vez em mais de duas décadas e atrairá cerca de 25,000 pessoas ao Centro de Convenções Walter E. Washington, em Washington D.C., incluindo os ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush.
Esta não é a primeira vez que Obama envia sinais contraditórios aos ativistas da luta contra a AIDS. Embora Obama tenha revogado a proibição de viagens que impedia a entrada nos EUA de pessoas com a doença em 2009 – um esforço iniciado por seu antecessor, George W. Bush – seu orçamento global para o combate à AIDS no ano fiscal de 2013 reduz o financiamento em US$ 214 milhões, de US$ 6.63 bilhões para US$ 6.42 bilhões.
Segundo a AHF, nenhum presidente jamais tentou reduzir o compromisso dos Estados Unidos com o combate à AIDS em nível global. Tal redução representa 640,000 mil pessoas que poderiam receber tratamento vital. Além disso, a AHF aponta para 2,000 mil americanos de baixa renda que permanecem em listas de espera do Programa de Assistência Farmacêutica para AIDS (ADAP) em nove estados.
“Francamente, talvez fosse melhor se o presidente Obama não discursasse na Conferência sobre AIDS se ele planeja vir de mãos vazias”, disse Myers, acrescentando que a organização espera que Obama use seu poder como presidente para transferir fundos a fim de acabar com as listas de espera do ADAP e restaurar o financiamento aos níveis deste ano para o Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR).
“O corte de verbas para o PEPFAR e o descaso com as listas de espera do ADAP apenas confirmam o que as pessoas com HIV/AIDS e seus defensores já suspeitavam há tempos: que o presidente não está realmente comprometido com o combate à AIDS”, disse Michael Weinstein, presidente da AHF.
Os organizadores também esperam que o candidato republicano à presidência, Mitt Romney, aproveite a conferência para divulgar uma declaração sobre sua política de combate à AIDS, algo que sua campanha ainda não fez.
Myers destacou que o PEPFAR foi criado durante o governo Bush e que seu financiamento aumentou de US$ 15 bilhões para US$ 48 bilhões em cinco anos.











