Ativistas quenianos protestam contra cortes no PEPFAR e falta de tratamento, enquanto US$ 500 milhões permanecem sem uso.

In Cobertura, Quênia por AHF

Em um prelúdio para o que promete ser um tema polêmico em julho na Conferência Internacional de AIDS em Washington, D.C., centenas de ativistas marcharam em Nairóbi, no Quênia, em 25 de abril, para protestar contra possíveis cortes no financiamento do combate à AIDS no país.

Relatórios recentes sugerem que o Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR) possui US$ 1.46 bilhão em fundos não utilizados, sendo US$ 500 milhões destinados ao Quênia. Esses fundos foram originalmente alocados para fornecer tratamento e serviços essenciais a pessoas vivendo com HIV. Agora, o dinheiro não utilizado corre o risco de ser transferido para outros locais ou cortado completamente.

No início desta semana, uma coalizão de organizações da sociedade civil entregou um memorando ao embaixador dos EUA no Quênia, Scott Gration, exigindo que os fundos não utilizados sejam investidos na ampliação do tratamento no Quênia. Entre os signatários do memorando estavam: a Rede Nacional de Empoderamento de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS no Quênia, a Fundação de Saúde para AIDS (AHF), o Projeto de Direito da AIDS – Quênia, o Grupo de Apoio à AIDS de Dandora, a Health GAP, a Rede Queniana de Mulheres com AIDS e o ITPC, entre muitos outros. A coalizão também entregou mensagens ao Ministério da Saúde do Quênia e ao Governo Federal.

Dra. Mina Nakawuka, Gerente de Advocacy da AHF para a África Oriental e Ocidental, falando com a imprensa.

Essa revelação surge num momento em que apenas cerca de 30% dos quenianos soropositivos que precisam de tratamento antirretroviral para salvar suas vidas o estão recebendo. O Plano Operacional Nacional, que está sendo revisado pela sede do PEPFAR em Washington, não prevê uma aceleração no recrutamento para tratamento, embora milhões de dólares estejam sem uso.

Participe da marcha “Cumpra a Promessa” em Washington. E digam às autoridades americanas que o dinheiro não gasto em tratamento e cuidados para o HIV custa vidas. Não há desculpa para deixar pessoas sem tratamento, especialmente quando milhões de dólares já orçados permanecem ociosos, sem serem utilizados.

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